HISTÓRIA EM FRANCÊS FÁCIL – O MÁGICO DE OZ [COM ÁUDIO]

Hoje você vai praticar francês com uma versão da história de O Mágico de Oz, escrita por L. Frank Baum. O texto vem acompanhado de tradução em português e áudio gravado por um locutor, para ajudar no treino de leitura, vocabulário e compreensão auditiva. Prepare-se para acompanhar Dorothy nesta aventura clássica. Prêt ? C’est parti !

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Salut, tudo certinho por aí?

Hoje eu convido você a fazer uma pequena viagem literária em francês com uma história que atravessou gerações e continua encantando leitores no mundo inteiro: O Mágico de Oz, escrita por L. Frank Baum.

Neste post, você vai acompanhar uma versão da história em francês, pensada especialmente para estudantes do idioma. Para facilitar o seu aprendizado, o material vem com tradução para o português e áudio gravado por um locutor, para que você possa treinar leitura, vocabulário e compreensão auditiva ao mesmo tempo.

A ideia é simples: você lê o texto em francês, consulta a tradução quando precisar e depois escuta o áudio para perceber o ritmo natural da língua. Então prepare seu café, abra bem os olhos… e vamos acompanhar Dorothy, o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão nesta aventura inesquecível. Prêt ? Alors, c’est parti ! En route !

LE MAGICIEN D’OZ

O MÁGICO DE OZ

Je vais vous parler de Dorothée. Son histoire s’est passée il y a bien longtemps en Amérique. Dorothée était une très jolie petite fille.

(Vou lhes contar sobre Dorothy. Sua história aconteceu há muito tempo nos Estados Unidos. Dorothy era uma linda menininha.)

Elle était orpheline et vivait avec sa tante Emma, dans une petite ferme entourée de champs. Toutes les deux s’entendaient très bien. Dorothée aidait beaucoup sa tante à s’occuper de la maison, à moissonner le blé et à mener paître les vaches.

(Ela era órfã e vivia com sua tia Emma, em uma pequena fazenda cercada por campos. As duas se davam muito bem. Dorothy ajudava muito sua tia a cuidar da casa, a colher o trigo e a levar as vacas para pastar.)

Mais ce qu’elle aimait par-dessus tout, c’était jouer dans les bois avec son petit chien Toto.

(Mas o que ela mais amava era brincar na floresta com seu cachorrinho Totó.)

Un jour que Dorothée et Toto jouaient à cache-cache dans la forêt, le vent se leva et la pluie se mit à tomber.

(Um dia, enquanto Dorothy e Totó brincavam de esconde-esconde na floresta, o vento soprou e a chuva começou a cair.)

« Toto ! Toto ! Où es-tu ? Viens vite, il faut rentrer ! »

(“Totó! Totó! Onde você está? Venha rápido, precisamos voltar para casa!”)

Mais ce coquin de Toto ne répondait pas. Dorothée leva la tête. Le ciel s’obscurcissait de plus en plus. Et soudain, là, au bout de la plaine, elle vit comme un gigantesque tourbillon noir qui roulait et sifflait en rasant le sol, arrachant tout sur son passage.

(Mas o danado do Totó não respondia. Dorothy levantou a cabeça. O céu escurecia cada vez mais. E de repente, lá, no fim da planície, ela viu como um gigantesco redemoinho preto que rodopiava e assobiava rente ao chão, arrancando tudo em seu caminho.)

« Une tornade ! On vient droit sur nous ! Vite, Toto, vite ! »

(“Um tornado! Ele está vindo direto para nós! Rápido, Totó, rápido!”)

Le bruit devenait insourdissant. Enfin, Toto surgit de derrière un arbre et se jeta dans les bras de la petite fille qui se précipita vers la maison.

(O barulho se tornava ensurdecedor. Finalmente, Totó surgiu de trás de uma árvore e se jogou nos braços da menininha que correu para casa.)

« Vite, vite, ma chérie, vite ! », criait Tante Emma devant la porte. « À la cave ! Nous serons à l’abri ! »

(“Rápido, rápido, minha querida, rápido!”, gritava Tia Emma na porta. “Para o porão! Estaremos a salvo!”)

Dorothée s’engouffra dans la maison en serrant Toto dans ses bras. À l’intérieur, elle s’apprêtait à suivre sa tante Emma dans l’escalier de la cave quand une violente secousse projeta la petite fille au sol. La maison tout entière se mit à gémir, à craquer et à tournoyer dans les airs comme si elle n’était qu’une toute petite toupie de bois.

(Dorothy entrou na casa apertando Totó em seus braços. Lá dentro, ela se preparava para seguir sua tia Emma pela escada do porão quando um violento tremor jogou a menininha no chão. A casa inteira começou a gemer, a estalar e a girar no ar como se fosse um pequeno pião de madeira.)

Allongée par terre et secouée dans tous les sens, Dorothée finit par s’évanouir. Et soudain, POUM ! Après un grand bruit, la petite fille se réveilla.

(Deitada no chão e sacudida em todas as direções, Dorothy acabou desmaiando. E de repente, BUM! Após um grande barulho, a menininha acordou.)

La maison vient d’atterrir quelque part, mais où ? Elle tient toujours contre elle Toto qui lui lèche les mains, mais elle ne voit pas sa tante Emma. A-t-elle eu le temps de se réfugier au fond de la cave avant que le reste de la maison ne s’envole ? Sûrement.

(A casa acaba de aterrissar em algum lugar, mas onde? Ela ainda segura Totó que lambe suas mãos, mas não vê sua tia Emma. Ela teve tempo de se refugiar no fundo do porão antes que o resto da casa voasse? Provavelmente.)

Dorothée se lève, ouvre la porte et là, elle découvre un paysage incroyable et stupéfiant de beauté. Écoutez plutôt.

(Dorothy se levanta, abre a porta e lá, ela descobre uma paisagem incrível e deslumbrante de beleza. Ouça bem.)

L’herbe est toute bleue, les arbres portent des fruits qui ressemblent à des étoiles et dans le ciel rose bonbon brillent non pas un, mais deux soleils.

(A grama é toda azul, as árvores têm frutos que parecem estrelas e no céu rosa-chiclete brilham não um, mas dois sóis.)

« Bienvenue au pays d’Oz », dit soudain une petite voix.

(“Bem-vinda à Terra de Oz”, disse de repente uma pequena voz.)

Dorothée voit alors devant elle un étrange petit lutin avec des vêtements arc-en-ciel.

(Dorothy então vê diante dela um estranho pequeno duende com roupas de arco-íris.)

« Merci, petite fille, » dit le lutin en souriant. « Tu viens de nous rendre un grand service. Avec ta maison volante, tu as tué notre pire ennemi, la méchante sorcière de l’Est. Regarde ! »

(“Obrigada, menininha”, disse o duende sorrindo. “Você acaba de nos prestar um grande serviço. Com sua casa voadora, você matou nossa pior inimiga, a bruxa má do Leste. Olhe!”)

Dorothée se penche et aperçoit, en effet, sous la maison, deux grands pieds qui dépassent.

(Dorothy se inclina e percebeu, de fato, debaixo da casa, dois grandes pés que se projetavam.)

« Ah ! Ma maison l’a écrasée en atterrissant. »

(“Ah! Minha casa a esmagou ao aterrissar.”)

Mais voilà que des dizaines de petits lutins surgissent des bois pour l’acclamer.

(Mas eis que dezenas de pequenos duendes surgem da floresta para a aclamar.)

« Bravo ! Ah ! Il faut fêter ça. C’est bien, c’est bien, petite fille, c’est bien. »

(“Bravo! Ah! Temos que comemorar. Muito bem, muito bem, menininha, muito bem.”)

« Tout ça, c’est bien joli, » dit Dorothée. « Mais comment je vais faire à présent pour rentrer chez moi ? »

(“Tudo isso é muito bonito”, disse Dorothy. “Mas como vou fazer agora para voltar para casa?”)

« Va voir le magicien d’Oz, lui dit un vieux lutin. Il pourra sûrement t’aider. C’est le plus grand des magiciens. Il habite tout au bout de cette route. Tu vois, là, celle qui est recouverte de pavés d’or. »

(“Vá ver o Mágico de Oz”, disse-lhe um velho duende. “Ele certamente poderá te ajudar. Ele é o maior dos mágicos. Ele mora no final desta estrada. Você vê, lá, aquela que é coberta de pedras de ouro.”)

Dorothée remercie les lutins et s’engage avec Toto sur le joli chemin brillant qui serpente dans l’herbe bleue. A peine a-t-elle fait quelques pas qu’elle voit arriver à sa rencontre une très belle dame assise sur un ravissant petit nuage rose.

(Dorothy agradece aos duendes e segue com Totó pelo lindo caminho brilhante que serpenteia na grama azul. Mal deu alguns passos e vê uma linda senhora chegando ao seu encontro, sentada em uma adorável pequena nuvem rosa.)

« Cher enfant, bienvenue chez nous. Je suis la bonne fée du Nord. Tu nous as débarrassé de l’affreuse sorcière de l’Est et je t’en remercie. Mais fais attention, petite, fais attention. Sa soeur, la terrible sorcière de l’Ouest va sûrement essayer de se venger. Aussi, pour te protéger, je te donne cette paire de souliers magiques. Ne t’en sépare jamais. Bonne route, ma jolie, bonne route. »

(“Querida criança, bem-vinda à nossa casa. Eu sou a boa fada do Norte. Você nos livrou da terrível bruxa do Leste e eu te agradeço por isso. Mas tome cuidado, pequena, tome cuidado. A irmã dela, a terrível bruxa do Oeste, certamente tentará se vingar. Assim, para te proteger, eu te dou este par de sapatos mágicos. Nunca se separe deles. Boa viagem, minha linda, boa viagem.”)

Dorothée ne comprend pas en quoi consiste le pouvoir des souliers. Mais comme elle les trouve jolis, elle les enfile et poursuit son chemin suivi de Toto.

(Dorothy não entende em que consiste o poder dos sapatos. Mas como os achou bonitos, calçou-os e seguiu seu caminho, seguida por Totó.)

Toto longe bientôt un grand champ de maïs, au milieu duquel il plantait un grand épouvantail.

(Totó logo segue por um grande campo de milho, no meio do qual estava plantado um grande espantalho.)

« Hé, oh, petite fille, tu ne veux pas m’aider à descendre de ce poteau ? J’en ai assez d’être plantée là, au milieu des corbeaux. »

(Ei, oh, menininha, você não quer me ajudar a descer deste poste? Já cansei de ficar plantado aqui, no meio dos corvos.)

Avec beaucoup de délicatesse, Dorothée détache l’épouvantail et l’aide à descendre. »

(Com muita delicadeza, Dorothy desamarra o espantalho e o ajuda a descer.)

« Merci, » dit l’épouvantail en s’étirant. Mais, mais au fait, qu’est-ce que je vais devenir, moi, maintenant? Je suis bien trop bête pour courir le monde. Je n’ai pas de cerveau. Les gens qui m’ont fabriquée ont rempli ma tête de paille. »

(“Obrigado”, disse o espantalho, espreguiçando-se. “Mas, mas afinal, o que eu vou ser agora? Sou muito bobo para andar pelo mundo. Não tenho cérebro. As pessoas que me fizeram encheram minha cabeça de palha.”)

« Eh bien, viens avec moi. Je suis le magicien d’Oz. Il a l’air très puissant. Il pourra sûrement résoudre ton problème. »

(“Bem, venha comigo. Eu sou o Mágico de Oz. Ele parece muito poderoso. Ele certamente poderá resolver seu problema.”)

Et c’est ainsi que Dorothée et Toto repartent accompagnés d’un étrange nouvel ami à la tête pleine de paille.

(E foi assim que Dorothy e Totó partiram, acompanhados de um estranho novo amigo com a cabeça cheia de palha.)

La route pavée d’or traverse bientôt une épaisse forêt. Derrière un arbre, Dorothée entend soudain un curieux grincement. Elle découvre alors un bien étrange personnage. Immobile, courbé en deux, un homme, tout en fer blanc, la regarde d’un air très triste. Il ne peut pas bouger. Ses rouages sont bloqués par la rouille. Dorothée saisit alors une petite burette d’huile suspendue à une branche et graisse minutieusement les articulations de l’homme en fer. »

(A estrada de ouro logo atravessa uma floresta densa. Atrás de uma árvore, Dorothy de repente ouve um rangido curioso. Ela então descobre um personagem muito estranho. Imóvel, curvado ao meio, um homem, todo de lata, a olha com uma expressão muito triste. Ele não consegue se mover. Suas engrenagens estão bloqueadas pela ferrugem. Dorothy então pega uma pequena alambeta de óleo pendurada em um galho e lubrifica cuidadosamente as articulações do homem de lata.)

« Ça fait du bien, » dit-il en se redressant. Mais mon coeur, mon pauvre coeur, tu n’as pas pu l’atteindre, petite, avec ta burette d’huile. Il est caché tout au fond de ma poitrine. Et il est tout rouillé. Et à cause de cela, je ne peux plus aimer. »

(“Que bom”, disse ele, endireitando-se. “Mas meu coração, meu pobre coração, você não conseguiu alcançá-lo, pequena, com sua alambeta de óleo. Ele está escondido bem no fundo do meu peito. E está todo enferrujado. E por causa disso, não consigo mais amar.”)

« Eh bien, viens avec nous chez le magicien d’Oz. Il pourra sûrement résoudre ton problème, » dit Dorothée.

(“Bem, venha conosco para o Mágico de Oz. Ele certamente poderá resolver seu problema”, disse Dorothy.)

Et elle reprend son chemin, suivie de Toto, de l’épouvantail et de l’homme en fer blanc au coeur tout rouillé.

(E ela retoma seu caminho, seguida por Totó, o espantalho e o homem de lata com o coração todo enferrujado.)

Au détour d’un sentier, Dorothée aperçoit une grande flaque d’eau. Et au-delà, couché sur une grosse pierre, un lion en pleure. Et il pleure tant et si bien que ses larmes sont en train d’inonder les pavés d’or du chemin.

(Ao dobrar um caminho, Dorothy avista uma grande poça de água. E além dela, deitado sobre uma grande pedra, um leão em prantos. E ele chora tanto que suas lágrimas estão inundando os paralelepípedos de ouro do caminho.)

« Non, non, non, non, n’approchez pas, n’approchez pas. Non, au secours, au secours, j’ai peur, j’ai peur, j’ai peur. »

(“Não, não, não, não, não se aproxime, não se aproxime. Não, socorro, socorro, estou com medo, estou com medo, estou com medo.”)

Dorothée avance doucement…

(Dorothy avança devagar…)

« Allons, calme-toi. Qu’est-ce qu’il se passe ?

(“Vamos, acalme-se. O que está acontecendo?”)

« Je devrais être le roi des animaux. Fort, brave, respecté. Mais je n’ai pas de courage. J’ai peur de tout. La moindre mouche me fait trembler. Le moindre bruit me fait pleurer de terreur. Alors, vous pensez bien que quand je vous ai vu arriver… »

(“Eu deveria ser o rei dos animais. Forte, bravo, respeitado. Mas não tenho coragem. Tenho medo de tudo. A menor mosca me faz tremer. O menor barulho me faz chorar de terror. Então, você pode imaginar que quando eu os vi chegando…”)

« Allons, » dit Dorothée. « Viens avec nous. Nous allons chez le magicien d’Oz. Il pourra sûrement résoudre ton problème. »

(“Vamos”, disse Dorothy. “Venha conosco. Estamos indo para o Mágico de Oz. Ele certamente poderá resolver seu problema.”)

Et le lion poltron rejoint ainsi Dorothée, le chien Toto, l’épouvantail et l’homme en fer blanc sur le chemin pavé d’or qui mène chez le magicien d’Oz.

(E o leão covarde assim se junta a Dorothy, o cachorro Totó, o espantalho e o homem de lata no caminho pavimentado de ouro que leva ao Mágico de Oz.)

La nuit tombe. Les cinq compagnons décident de se reposer au pied d’un arbre dans un champ de coquelicots.

(A noite cai. Os cinco companheiros decidem descansar ao pé de uma árvore em um campo de papoulas.)

Avec Toto dans les bras, Dorothée se blottit contre la douce fourrure du lion tandis que l’épouvantail et l’homme en fer blanc montent la garde. Hélas, ils ne savent pas que, non loin de là, la sorcière de l’ouest les surveille depuis le début de leur voyage. Entourée de ces affreux singes volants, elle a tout vu et elle est bien déterminée à venger la mort de sa soeur, la sorcière de l’est.

(Com Totó nos braços, Dorothy se aninha contra a macia pelagem do leão enquanto o espantalho e o homem de lata montam guarda. Infelizmente, eles não sabem que, não muito longe dali, a bruxa do Oeste os observa desde o início de sua viagem. Cercada por aqueles terríveis macacos voadores, ela viu tudo e está bem determinada a vingar a morte de sua irmã, a bruxa do Leste.)

« Ma petite Grundel, tu crois peut-être que ces souliers magiques vont te protéger et te permettre de rentrer chez toi? Mais je ne te laisserai pas le temps de les utiliser. Car ces souliers, il me les faut, à moi et maintenant. Allez, dormez. Dormez tous », dit-elle en répandant un souffle nauséabond sur la prairie. Aussitôt, ce puissant somnifère plonge Dorothée et ses amis dans un profond sommeil.

(“Minha pequena Grundel, você talvez pense que estes sapatos mágicos vão te proteger e permitir que você volte para casa? Mas eu não te darei tempo de usá-los. Porque estes sapatos, eu preciso deles, para mim e agora. Andem, durmam. Durmam todos”, disse ela, espalhando um hálito nauseabundo sobre a pradaria. Imediatamente, este poderoso sonífero mergulha Dorothy e seus amigos em um sono profundo.)

La voie est libre. Les singes volants de l’affreuse sorcière de l’ouest peuvent attaquer. Surgissant de tous les côtés, ils se jettent sur les souliers magiques de Dorothée et tirent, tirent, tirent, mais pas moyen de les lui enlever. Ils semblent cloués à ses pieds.

(O caminho está livre. Os macacos voadores da terrível bruxa do Oeste podem atacar. Surgindo de todos os lados, eles se jogam sobre os sapatos mágicos de Dorothy e puxam, puxam, puxam, mas não há como tirá-los dela. Eles parecem pregados em seus pés.)

Pour finir, les singes, découragés, décident d’enlever la fillette pour la ramener à leur maîtresse. Vous imaginez la stupeur de Toto, du lion, de l’épouvantail et de l’homme en fer blanc lorsqu’ils découvrent au petit matin la disparition de leur petite amie? Ils se mettent à appeler si fort que leurs cris parviennent aux oreilles de la fée du nord.

(Para finalizar, os macacos, desanimados, decidem levar a menina para sua mestra. Você pode imaginar a surpresa de Totó, do leão, do espantalho e do homem de lata quando descobrem pela manhã o desaparecimento de sua pequena amiga? Eles começam a chamar tão alto que seus gritos chegam aos ouvidos da fada do norte.)

En se posant près d’eux, sur son petit nuage rose, elle leur dit « Ah, c’est un coup de la sorcière de l’ouest! Mais oui, elle habite là-bas au milieu d’un désert car elle ne supporte pas l’eau, voyez-vous? Une seule goutte jetée sur elle, et elle disparaît. Je peux vous emmener aux portes de son domaine, si vous voulez, mais je ne peux pas y entrer. Mon nuage s’évaporera. »

(Ao pousar perto deles, em sua pequena nuvem rosa, ela lhes disse: “Ah, é um golpe da bruxa do Oeste! Mas sim, ela mora lá no meio de um deserto porque não suporta água, você vê? Uma única gota jogada nela, e ela desaparece. Posso levá-los aos portões de seu domínio, se quiserem, mas não posso entrar lá. Minha nuvem irá evaporar.”)

C’est ainsi que les quatre amis se retrouvent aux portes du désert, fermement décidés à sauver Dorothée des griffes de l’horrible sorcière de l’ouest. Enfin, quand je dis fermement, pas pour tous, car vous vous doutez bien que le lion est tellement terrorisé qu’il s’est remis à pleurer de plus belle. Hélas, ses craintes sont justifiées. À peine ont-ils fait quelques pas sur le sable brûlant, que deux gardes les attrapent pour les jeter dans un obscur cachot.

(Foi assim que os quatro amigos se encontraram às portas do deserto, firmemente decididos a salvar Dorothy das garras da horrível bruxa do Oeste. Enfim, quando digo firmemente, não para todos, porque vocês devem imaginar que o leão estava tão apavorado que começou a chorar ainda mais. Infelizmente, seus medos são justificados. Mal haviam dado alguns passos na areia escaldante, quando dois guardas os pegam para jogá-los em um calabouço escuro.)

Le lion s’englote de plus en plus fort.

(O leão engasga cada vez mais forte.)

« C’est toi que j’entends, mon ami le lion ? » dit soudain une petite voix dans le noir. C’est Dorothée, bien sûr, qui est enfermée dans le même cachot. La terrible sorcière l’avait emprisonnée, espérant que la fillette accepte de lui donner ses souliers magiques.

(“É você que eu ouço, meu amigo leão?”, disse de repente uma pequena voz no escuro. É Dorothy, claro, que está presa no mesmo calabouço. A terrível bruxa a havia aprisionado, esperando que a menina aceitasse dar-lhe seus sapatos mágicos.)

Tous se demandent comment sortir de là. « J’ai une idée ! » dit l’homme en fer blanc. « Je vais dévisser mon pied et tu t’en serviras comme récipient pour recueillir les larmes du lion. »

(Todos se perguntam como sair dali. “Tenho uma ideia!”, disse o homem de lata. “Vou desparafusar meu pé e você o usará como recipiente para recolher as lágrimas do leão.”)

« Aussitôt dit, aussitôt fait. »

(“Dito e feito.”)

« Madame la sorcière ! » appelle alors Dorothée.

(“Madame Bruxa!”, chama então Dorothy.)

« Venez, venez, j’ai changé d’avis. Venez chercher mes souliers. »

(“Venha, venha, mudei de ideia. Venha pegar meus sapatos.”)

« Ah, enfin ! » grogne la sorcière en ouvrant la grille du cachot. « Eh bien, vas-y, petite soppe. Vas-y, donne-les-moi. »

(“Ah, finalmente!”, grunhiu a bruxa abrindo a grade do calabouço. “Bem, vá em frente, pequena imbecil. Vá, dê-me.”)

Dorothée attend que la sorcière soit plus près d’elle et hop, elle lui jette l’eau au visage. La sorcière pousse un long cri de rage et se met à fondre, à fondre, comme neige au soleil. Nos amis grimpent alors sur le dos du lion et repartent.

(Dorothy espera a bruxa se aproximar e, pronto, joga água no rosto dela. A bruxa solta um longo grito de raiva e começa a derreter, a derreter, como neve ao sol. Nossos amigos então sobem nas costas do leão e partem.)

Ensuite, transportées sur le petit nuage rose de la fée du Nord, Dorothée et ses compagnons arrivent devant le magnifique domaine du magicien d’Oz. C’est une cité entièrement construite en émeraude, toute scintillante dans la lumière des deux soleils du pays d’Oz.

(Em seguida, transportadas na pequena nuvem rosa da fada do Norte, Dorothy e seus companheiros chegam diante do magnífico domínio do Mágico de Oz. É uma cidade inteiramente construída em esmeralda, toda cintilante na luz dos dois sóis da Terra de Oz.)

Dorothée demande à être reçue par le grand magicien et on l’amène avec ses amis jusqu’à une salle immense toute drapée de voiles.

(Dorothy pede para ser recebida pelo grande mágico e ela é levada com seus amigos até uma sala imensa, toda coberta de véus.)

Au centre, trône dans un grand cadre ovale, une vitre à travers laquelle le terrible visage du magicien apparaît dans un tourbillon de fumée verdâtre.

(No centro, em uma grande moldura oval, há um vidro através do qual o terrível rosto do mágico aparece em um redemoinho de fumaça esverdeada.)

« Comme c’est bizarre ! » murmure Dorothée. « Pourquoi nous reçoit-il derrière cette vitre ? »

(“Que estranho!”, murmura Dorothy. “Por que ele nos recebe atrás deste vidro?”)

« Que voulez-vous, étranger ? » La voix du magicien d’Oz est d’une puissance extraordinaire. Toto, terrorisé, fait un bond et heurte la vitre qui tombe sur le sol et se brise.

(“O que você quer, estranho?” A voz do Mágico de Oz é de uma potência extraordinária. Totó, aterrorizado, dá um pulo e atinge o vidro que cai no chão e se quebra.)

Mais qui vient de crier derrière la vitre cassée ? Qui est donc ce petit bonhomme tout maigre, tout ratatiné, avec des cheveux blancs, des lunettes de grand-père et qui en plus tient à la main au parleur ?

(Mas quem acabou de gritar por trás do vidro quebrado? Quem é esse homenzinho magricela, todo encolhido, com cabelos brancos, óculos de avô e que ainda por cima segura um alto-falante na mão?)

« Vous avez découvert mon secret ? » dit-il d’un air désespéré. « Oui, je suis le magicien d’Oz, mais je ne suis qu’une illusion. »

(“Vocês descobriram meu segredo?”, disse ele com um ar desesperado. “Sim, eu sou o Mágico de Oz, mas sou apenas uma ilusão.”)

Et il leur explique qu’avant, il n’était qu’un petit magicien, un presse digitateur de rien du tout dans un cirque et un jour, qu’il faisait un numéro dans sa montgolfière, une tornade l’avait emporté jusqu’au pays d’Oz.

(E ele lhes explica que, antes, ele era apenas um pequeno mágico, um prestidigitador de nada em um circo e um dia, enquanto fazia um número em seu balão, um tornado o havia levado para a Terra de Oz.)

En le voyant descendre du ciel, les habitants l’avaient pris pour un véritable magicien au pouvoir exceptionnel. L’occasion était trop belle. Il les avait laissés lui construire un palais fabuleux et à l’aide de ses quelques tours et de cette vitre déformante, il avait continué à leur faire croire qu’il était un être puissant et respectable.

(Ao vê-lo descer do céu, os habitantes o confundiram com um verdadeiro mágico com poder excepcional. A oportunidade era muito boa. Ele os havia deixado construir um palácio fabuloso para ele e, com a ajuda de seus poucos truques e daquele vidro deformante, ele continuou a fazê-los acreditar que era um ser poderoso e respeitável.)

« Quelle histoire ! » s’écrit Dorothée. « Mais alors, si vous n’avez pas de vrai pouvoir, qui va m’aider à rentrer chez moi ? Et qui réalisera les souhaits de mes amis ? »

(“Que história!”, exclama Dorothy. “Mas então, se você não tem poder de verdade, quem vai me ajudar a voltar para casa? E quem realizará os desejos dos meus amigos?”)

Soudain apparaît sur un joli nuage bleu une belle dame très gracieuse et très élégante.

(De repente, aparece em uma linda nuvem azul uma bela dama muito graciosa e muito elegante.)

« Je suis la Fée du Sud, dit-elle à Dorothée. Je te félicite pour ton courage, ta douceur et ta persévérance. Mais dis-moi, tu n’es pas très curieuse. Tu ne t’es jamais demandé à quoi servaient les souliers que t’a donné la Fée du Nord ? Tu portes au pied le plus puissant des prodiges. Ferme les yeux, fais un vœu, claque trois fois des talons et où tu veux, ces souliers te mèneront. Quant à tes amis, ne t’inquiète pas, je m’occupe d’eux. »

(“Eu sou a Fada do Sul”, disse ela a Dorothy. “Parabenizo você por sua coragem, sua doçura e sua perseverança. Mas diga-me, você não é muito curiosa. Você nunca se perguntou para que serviam os sapatos que a Fada do Norte lhe deu? Você usa nos pés o mais poderoso dos prodígios. Feche os olhos, faça um desejo, bata os calcanhares três vezes e para onde você quiser, esses sapatos a levarão. Quanto aos seus amigos, não se preocupe, eu cuido deles.”)

Dorothée embrasse l’épouvantail, le lion et l’homme en fer blanc.

(Dorothy abraça o espantalho, o leão e o homem de lata.)

Puis elle prend Toto dans ses bras, ferme les yeux et claque trois fois des talons. Aussitôt, elle disparaît dans un grand éclair lumineux et se retrouve sur l’herbe bien verte de son pays, l’Amérique. Au loin, elle aperçoit sa tante, mais que fait-elle ? On dirait qu’elle est en train de construire une nouvelle maison avec l’aide du voisin.

(Então ela pega Totó nos braços, fecha os olhos e bate os calcanhares três vezes. Imediatamente, ela desaparece em um grande clarão luminoso e se reencontra na grama bem verde de seu país, a América. Ao longe, ela avista sua tia, mas o que ela está fazendo? Parece que está construindo uma nova casa com a ajuda do vizinho.)

« Mais bien sûr ! » dit Dorothée. « Notre ancienne maison est restée au pays d’Oz. »

(“Mas claro!”, disse Dorothy. “Nossa antiga casa ficou na Terra de Oz.”)

C’est ainsi que Dorothée et Toto retrouvèrent tout ce qui faisait les joies de leur vie d’avant. Et de temps en temps, quand ses amis lui manquaient, Dorothée enfilait ses chaussures pour retourner au pays d’Oz et les retrouver. Grâce au pouvoir de la fée du sud, ils avaient bien changé. L’épouvantail était devenu devinez quoi ? Intelligent. Le lion, devinez quoi ? Courageux. Et l’homme en fer blanc, évidemment avec un coeur… en or !

(Foi assim que Dorothy e Totó reencontraram tudo o que lhes dava alegria em sua vida anterior. E de tempos em tempos, quando sentia falta de seus amigos, Dorothy calçava seus sapatos para voltar à Terra de Oz e reencontrá-los. Graças ao poder da fada do sul, eles haviam mudado muito. O espantalho havia se tornado, adivinhe só? Inteligente. O leão, adivinhe só? Corajoso. E o homem de lata, obviamente com um coração… de ouro!)

Veja também:

⇒ 05 ERROS QUE BLOQUEIAM O SEU FRANCÊS

⇒ JOINDRE x REJOINDRE | QUAL É A DIFERENÇA? [COM ÁUDIO]

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⇒ EN CROIRE SES OREILLES | O QUE SIGNIFICA ESTA EXPRESSÃO

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ADIR FERREIRA

Professor poliglota, desde 2007 produz conteúdo online e é autor dos cursos Francês Autêntico, Pronúncia Prática, Domine o Subjuntivo, Francês com Filmes e também de vários e-books para o aprendizado da língua francesa.

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